Cada dia passado são coisas que não voltam
Um amontoado de dúvidas sobre tudo
O que deveria ou não ter acontecido
Arrependimentos tardios
Enquanto me esvaio entre dedos
Os segundos que teimam em escapar
Já se tornam caros
Mesmo os que pensei ter aproveitado
Estes se tornaram raros
E todos aqueles que vivi já se tornam luz
Já nem os lembro
Será que vivi?
domingo, 9 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
LEMBRANÇA
Tenho um tanto de lembrança
Entoado em uma cantiga
Desafino na varanda
Mas não estou de bem com vida
Lembro do apito que soava
Na avenida e aquela correria
O trem iria passar
E do amigo que esquecera o perigo
E sua trupe que em casa descansava
E que corri pra avisar
Mas também lembro as modas
Que tocavam na vitrola
E depois passou nas telas
E chamavam discotech
Lembro do amigo que rolava pelo piso
E a sessão de improviso
Pra aprender a dançar
E das meninas que escolhia com medo
Tem noção do desespero?
Achava que ia errar.
Dos amigos que saudade
Alguns ficaram até mais tarde
Outros se foram cedo
Mas eu ainda lembro
Lembro dos Paulos, do João e Silva Netto
Do Isa, Jau e de Carlinhos,
E mais cem nomes pra citar
E também tem o nome das meninas
Estela, Beth, Micheline
E a Claudinha pra terminar
Coisa boa que é lembrança
Desses pedacinhos de vida
E que passam feitos folha
De álbum de fotografia.
Entoado em uma cantiga
Desafino na varanda
Mas não estou de bem com vida
Lembro do apito que soava
Na avenida e aquela correria
O trem iria passar
E do amigo que esquecera o perigo
E sua trupe que em casa descansava
E que corri pra avisar
Mas também lembro as modas
Que tocavam na vitrola
E depois passou nas telas
E chamavam discotech
Lembro do amigo que rolava pelo piso
E a sessão de improviso
Pra aprender a dançar
E das meninas que escolhia com medo
Tem noção do desespero?
Achava que ia errar.
Dos amigos que saudade
Alguns ficaram até mais tarde
Outros se foram cedo
Mas eu ainda lembro
Lembro dos Paulos, do João e Silva Netto
Do Isa, Jau e de Carlinhos,
E mais cem nomes pra citar
E também tem o nome das meninas
Estela, Beth, Micheline
E a Claudinha pra terminar
Coisa boa que é lembrança
Desses pedacinhos de vida
E que passam feitos folha
De álbum de fotografia.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Canção do Enamorado
De todas que me apareceram
As que menos valeram
Eram as que pensei amar
Um tanto mais,
E assim se vai
Sem nada de mais,
Um tanto faz.
De todas as loucuras ungidas
As mais condenadas
Eram as mais lindas.
Que nascem e findam,
Assanham e dominam
Que parecem eternas
E então fogem de mim.
A medida mais larga (Depedida amarga)
A palavra ousada (Um “cheguei” sem risada)
A roupa usada (Talagada e água)
Uma rima pra mim (Uma sede sem fim)
Antes das minhas tréguas
Que antecederam a entrega
Houve uma briga ferrenha.
Que se tornaram tão feias,
Uns arranhões inda queimam,
O sangue inda ferve
Me arrancou a pele.
Hoje vejo a senda que me espera.
De abraços com o nada e sozinho
Vendo uma multidão ao lado
Eles aparecem sorrindo.
Escárnio pra mim é um hino
Que canto e desafino.
Sem medo de rir.
As que menos valeram
Eram as que pensei amar
Um tanto mais,
E assim se vai
Sem nada de mais,
Um tanto faz.
De todas as loucuras ungidas
As mais condenadas
Eram as mais lindas.
Que nascem e findam,
Assanham e dominam
Que parecem eternas
E então fogem de mim.
A medida mais larga (Depedida amarga)
A palavra ousada (Um “cheguei” sem risada)
A roupa usada (Talagada e água)
Uma rima pra mim (Uma sede sem fim)
Antes das minhas tréguas
Que antecederam a entrega
Houve uma briga ferrenha.
Que se tornaram tão feias,
Uns arranhões inda queimam,
O sangue inda ferve
Me arrancou a pele.
Hoje vejo a senda que me espera.
De abraços com o nada e sozinho
Vendo uma multidão ao lado
Eles aparecem sorrindo.
Escárnio pra mim é um hino
Que canto e desafino.
Sem medo de rir.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
CHAT
Anjo olhe ao redor
Mire o recanto dos napoleões azuis
A terra das virgens devassas
Dos sonhos achados e perdidos
Alguns meio usados, mas ainda em bom estado
Veja o mendigo rico
Converse com o tímido espalhafatoso
Esquive-se do mudo curioso
Corra do carente pegajoso
Cuidado para não pisar no capacho
Ele pode de repente gritar
A triste viúva poderia até rir
Se seu par que aqui jaz pudesse levantar
Voe alto demais
É nas nuvens que todos devem ficar
Mas cuidado ao rolar pelas nuvens
Quem sabe a formula correta para cair?
Bem vinda
Bem vinda ao meu país
Minha terra de sorrisos soltos e lágrimas incontidas
Bem vinda ao país da fantasia
Bem vinda
Bem vinda ao país dos loucos.
Mire o recanto dos napoleões azuis
A terra das virgens devassas
Dos sonhos achados e perdidos
Alguns meio usados, mas ainda em bom estado
Veja o mendigo rico
Converse com o tímido espalhafatoso
Esquive-se do mudo curioso
Corra do carente pegajoso
Cuidado para não pisar no capacho
Ele pode de repente gritar
A triste viúva poderia até rir
Se seu par que aqui jaz pudesse levantar
Voe alto demais
É nas nuvens que todos devem ficar
Mas cuidado ao rolar pelas nuvens
Quem sabe a formula correta para cair?
Bem vinda
Bem vinda ao meu país
Minha terra de sorrisos soltos e lágrimas incontidas
Bem vinda ao país da fantasia
Bem vinda
Bem vinda ao país dos loucos.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O Menino Que Carregava Água Na Peneira por Manoel de Barros
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Das Letras Já Lidas by Fábio Bastalha
De tantas letras já lidas
Algumas cantei,
Muitas nem sei
Algumas eu li
Tentava dentre tantas escolher
Algumas de rir
Outras de chorar
Algo de sentir
Para de letra em letra agradar
Quem nada sentia
Que tanto fazia
Tão pouco de mim
E com o tempo de tanto que li
Aprendi com o pranto
Que nem mesmo o santo
Agradava tanto assim
Então deixei de besteira
Levantei a cabeça
Me abanei
E sorri
Aprendi, do tanto já lido,
Que o melhor já contido
Era tão pouco
Tão pouco pra mim
E o melhor que eu poderia
Ao longo de vida
Era guardar essa sorte
Todinha pra mim.
Algumas cantei,
Muitas nem sei
Algumas eu li
Tentava dentre tantas escolher
Algumas de rir
Outras de chorar
Algo de sentir
Para de letra em letra agradar
Quem nada sentia
Que tanto fazia
Tão pouco de mim
E com o tempo de tanto que li
Aprendi com o pranto
Que nem mesmo o santo
Agradava tanto assim
Então deixei de besteira
Levantei a cabeça
Me abanei
E sorri
Aprendi, do tanto já lido,
Que o melhor já contido
Era tão pouco
Tão pouco pra mim
E o melhor que eu poderia
Ao longo de vida
Era guardar essa sorte
Todinha pra mim.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Questão de Fé
Se você pensa que entreguei os pontos
Saiba que eu ainda estou de pé
Meio desequilibrado e tão confuso
Mas ainda assim cheio de fé
Se você acha que tem sempre razão
Que ainda manda em meu coração
Saiba que ele esta aberto até
Mas em você não levo muita fé
Tem gente que diz que entreguei os pontos
Eu não sei se é verdade
Eu não sei a que ponto
Eu não sei
Só sei que a fé quase tudo me deu
E aquilo que entrego
Que digo q é meu
É a minha vida nas mãos de Deus.
Saiba que eu ainda estou de pé
Meio desequilibrado e tão confuso
Mas ainda assim cheio de fé
Se você acha que tem sempre razão
Que ainda manda em meu coração
Saiba que ele esta aberto até
Mas em você não levo muita fé
Tem gente que diz que entreguei os pontos
Eu não sei se é verdade
Eu não sei a que ponto
Eu não sei
Só sei que a fé quase tudo me deu
E aquilo que entrego
Que digo q é meu
É a minha vida nas mãos de Deus.
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