Em nossos momentos vivi
Enquanto o momento passava
Se em momentos morri
Neles você se fez falta
Em momentos eu ria
Em momentos morria
A alegria que invade
O fim me despedaçava
Em momentos fui feliz
De momentos eu precisava
Com calma, devagar, sem dor
Os momentos se acabavam
Em momentos fui desespero
Em outros, dor e revolta
Em momentos eu fui amante
Em outros provei da derrota
Em momentos degustei da agonia
Agora vejo o quadro inteiro
Passou tão rápido e sem gosto
Que desconfio que o momento
Este momento nunca veio.
domingo, 29 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
BALADA DO AMOR QUE DEVE SER PRA SEMPRE - Fábio Alexandre Batalha
Um amor de verdade
deve ter
uma mistura perfeita
de dor e prazer
Deve ter a pureza
dos tolos mortais
Deve ter colorido
E ser sagaz
Um amor pra durar
deve ter
equilíbrio perfeito
de loucura e razão
Deve ter a leveza
da imaginação,
e ser flexível,
compreensão
Se é pra durar, que seja pra sempre amar
Se é pra viver, que seja pra sempre e mais
Um amor pra durar
deve ser
de um jeito tão leve
que não da pra esquecer
Mas deve ter força
e ser natural
que só pensa no bem,
repele o mal
Um amor pra durar
tem de ser
de um jeito bonito
que não deixa doer
Deve ter o encontro
de olhos afins,
deve ter tua imagem
Um jeito afim
Se é pra durar, que seja pra sempre amar
Se é pra viver, que seja pra sempre e mais
deve ter
uma mistura perfeita
de dor e prazer
Deve ter a pureza
dos tolos mortais
Deve ter colorido
E ser sagaz
Um amor pra durar
deve ter
equilíbrio perfeito
de loucura e razão
Deve ter a leveza
da imaginação,
e ser flexível,
compreensão
Se é pra durar, que seja pra sempre amar
Se é pra viver, que seja pra sempre e mais
Um amor pra durar
deve ser
de um jeito tão leve
que não da pra esquecer
Mas deve ter força
e ser natural
que só pensa no bem,
repele o mal
Um amor pra durar
tem de ser
de um jeito bonito
que não deixa doer
Deve ter o encontro
de olhos afins,
deve ter tua imagem
Um jeito afim
Se é pra durar, que seja pra sempre amar
Se é pra viver, que seja pra sempre e mais
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Tudo de novo por Fábio Alexandre Batalha
Vou começar tudo de novo
E vou fazer ao contrario
Vou fazer tudo outra vez
Do nó cego ao laçado
Não vou rezar mais 1/3
Se vou fazer mais de 1/4
E não se importe comigo
Se to feliz ou lascado
Eu vou fazer tudo outra vez
Pra ver se erro o dobrado
De novo vou começar
E ao contrario fazer
E outra vez pedir bis
Pra desatar o talvez
Quem sabe eu erre escondido
E engraçado não seja
Quem sabe eu olhe o umbigo
Pra acabar com a peleja
Eu vou fazer um repente
Quem sabe eu faça careta
2x
Eu vou fazer tudo de novo
Quem sabe eu erro o dobrado
Eu vou fazer tudo de novo
E vou fazer tudo errado
Eu vou fazer tudo de novo
E vou errar tudo dobrado
Eu vou errar tudo de novo
Quem sabe fique arretado
E vou fazer ao contrario
Vou fazer tudo outra vez
Do nó cego ao laçado
Não vou rezar mais 1/3
Se vou fazer mais de 1/4
E não se importe comigo
Se to feliz ou lascado
Eu vou fazer tudo outra vez
Pra ver se erro o dobrado
De novo vou começar
E ao contrario fazer
E outra vez pedir bis
Pra desatar o talvez
Quem sabe eu erre escondido
E engraçado não seja
Quem sabe eu olhe o umbigo
Pra acabar com a peleja
Eu vou fazer um repente
Quem sabe eu faça careta
2x
Eu vou fazer tudo de novo
Quem sabe eu erro o dobrado
Eu vou fazer tudo de novo
E vou fazer tudo errado
Eu vou fazer tudo de novo
E vou errar tudo dobrado
Eu vou errar tudo de novo
Quem sabe fique arretado
Eu quero ser NORMAL
A partir de hoje tomarei sérias medidas afim de me enquadrar melhor na sociedade. Serão elas:
- Comprarei roupas em brechó;
- Remendarei todas as meias e cuecas;
- Vou ouvir swingueira e todas as músicas descartáveis que conheço;
- Vou aprender a dançar pagode;
- Só tomarei cachaça em churrasquinho de rua;
- Vou falar alto e cuspir na rua;
- Vou urinar na esquina;
- Vou arrotar alto;
- Usarei a mesma meia a semana inteira;
- Camisinha só de posto de saúde;
- Comprarei roupas em brechó;
- Remendarei todas as meias e cuecas;
- Vou ouvir swingueira e todas as músicas descartáveis que conheço;
- Vou aprender a dançar pagode;
- Só tomarei cachaça em churrasquinho de rua;
- Vou falar alto e cuspir na rua;
- Vou urinar na esquina;
- Vou arrotar alto;
- Usarei a mesma meia a semana inteira;
- Camisinha só de posto de saúde;
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A Rita - Fábio Alexandre Batalha
Quem disse que a Rita era de Cássia
Quem sabe a Rita era de Lourdes
Por que não dizer que a Rita era Gertrudes
Ou a Rita era da esquina, a Rita de Praga
Rita de Amsterdã, quem sabe Teerã
Pode haver uma Rita até em Nova Orleans
Ah, se de musica eu soubesse
Criaria uma rima tão linda
Entre a Rita e as flores do meu jardim
Mas como de nada entendo
E com palavras tropeço,
Faço da Rita em rima
Uma Rita só pra mim
Quem sabe a Rita era de Lourdes
Por que não dizer que a Rita era Gertrudes
Ou a Rita era da esquina, a Rita de Praga
Rita de Amsterdã, quem sabe Teerã
Pode haver uma Rita até em Nova Orleans
Ah, se de musica eu soubesse
Criaria uma rima tão linda
Entre a Rita e as flores do meu jardim
Mas como de nada entendo
E com palavras tropeço,
Faço da Rita em rima
Uma Rita só pra mim
A Perda - Fábio Alexandre Batalha
Não ocupo o tempo a cata do que se foi
Mesmo que me perturbe a ausência do que não sinto
Não procuro a prova dos terceiros que provam
Nem a prosa dos que nada provam
Lorotas
Mesmo que me obrigue à justiça falha
A memória escorre entre dedos sem que tentem agarrá-la
E mesmo assim se vai, sem garra
Pois a perda, se é que é perda
Até a perda me é rara
Pois se perde aquilo que nos pertence
Se não me pertence, não é meu
Se não é meu, não me bate o peito
Se não me bate o peito não me interessa, não há de ter valor.
Mesmo que me perturbe a ausência do que não sinto
Não procuro a prova dos terceiros que provam
Nem a prosa dos que nada provam
Lorotas
Mesmo que me obrigue à justiça falha
A memória escorre entre dedos sem que tentem agarrá-la
E mesmo assim se vai, sem garra
Pois a perda, se é que é perda
Até a perda me é rara
Pois se perde aquilo que nos pertence
Se não me pertence, não é meu
Se não é meu, não me bate o peito
Se não me bate o peito não me interessa, não há de ter valor.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Drummond Sabia O Que É Bom!
A Língua Lambe - Carlos Drummond de Andrade
A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.
OBS: Se algum inocente não se tocou do que se trata, não se preocupe. Um dia vai acabar sabendo.
A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.
OBS: Se algum inocente não se tocou do que se trata, não se preocupe. Um dia vai acabar sabendo.
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