Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Das Letras Já Lidas by Fábio Bastalha
De tantas letras já lidas
Algumas cantei,
Muitas nem sei
Algumas eu li
Tentava dentre tantas escolher
Algumas de rir
Outras de chorar
Algo de sentir
Para de letra em letra agradar
Quem nada sentia
Que tanto fazia
Tão pouco de mim
E com o tempo de tanto que li
Aprendi com o pranto
Que nem mesmo o santo
Agradava tanto assim
Então deixei de besteira
Levantei a cabeça
Me abanei
E sorri
Aprendi, do tanto já lido,
Que o melhor já contido
Era tão pouco
Tão pouco pra mim
E o melhor que eu poderia
Ao longo de vida
Era guardar essa sorte
Todinha pra mim.
Algumas cantei,
Muitas nem sei
Algumas eu li
Tentava dentre tantas escolher
Algumas de rir
Outras de chorar
Algo de sentir
Para de letra em letra agradar
Quem nada sentia
Que tanto fazia
Tão pouco de mim
E com o tempo de tanto que li
Aprendi com o pranto
Que nem mesmo o santo
Agradava tanto assim
Então deixei de besteira
Levantei a cabeça
Me abanei
E sorri
Aprendi, do tanto já lido,
Que o melhor já contido
Era tão pouco
Tão pouco pra mim
E o melhor que eu poderia
Ao longo de vida
Era guardar essa sorte
Todinha pra mim.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Questão de Fé
Se você pensa que entreguei os pontos
Saiba que eu ainda estou de pé
Meio desequilibrado e tão confuso
Mas ainda assim cheio de fé
Se você acha que tem sempre razão
Que ainda manda em meu coração
Saiba que ele esta aberto até
Mas em você não levo muita fé
Tem gente que diz que entreguei os pontos
Eu não sei se é verdade
Eu não sei a que ponto
Eu não sei
Só sei que a fé quase tudo me deu
E aquilo que entrego
Que digo q é meu
É a minha vida nas mãos de Deus.
Saiba que eu ainda estou de pé
Meio desequilibrado e tão confuso
Mas ainda assim cheio de fé
Se você acha que tem sempre razão
Que ainda manda em meu coração
Saiba que ele esta aberto até
Mas em você não levo muita fé
Tem gente que diz que entreguei os pontos
Eu não sei se é verdade
Eu não sei a que ponto
Eu não sei
Só sei que a fé quase tudo me deu
E aquilo que entrego
Que digo q é meu
É a minha vida nas mãos de Deus.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Você pode até ser feliz por Fábio Batalha
Não seja como você quer ser
Seja aquilo que te imaginam,
Talvez seja melhor
Você pode até ser feliz
Não procure ser autentico
Nem tão pouco ser audaz
Não precisa ser tão capaz
Você pode até ser feliz
Pra que contar a verdade
Se a mentira é melhor?
Por que não se iludir?
Você pode até ser feliz
Fuja, se iluda
O importante é mentir
Teça uma escaramuça
Você pode até ser feliz
Você pode até ser feliz
Pra que você quer um imóvel
Castelinho de areia é tão legal
Jogue amarelinha
Você pode até ser feliz
Um carrão também ajuda
Você tem de ser o tal
Um perfeito maioral
Você pode até ser feliz
Você tem de ganhar bem
Se quiser ganhar alguém
Tem que ter moral
Você pode até ser feliz
Você pode até ser feliz
Você pode até ser feliz
Você TEM de ser feliz
Seja aquilo que te imaginam,
Talvez seja melhor
Você pode até ser feliz
Não procure ser autentico
Nem tão pouco ser audaz
Não precisa ser tão capaz
Você pode até ser feliz
Pra que contar a verdade
Se a mentira é melhor?
Por que não se iludir?
Você pode até ser feliz
Fuja, se iluda
O importante é mentir
Teça uma escaramuça
Você pode até ser feliz
Você pode até ser feliz
Pra que você quer um imóvel
Castelinho de areia é tão legal
Jogue amarelinha
Você pode até ser feliz
Um carrão também ajuda
Você tem de ser o tal
Um perfeito maioral
Você pode até ser feliz
Você tem de ganhar bem
Se quiser ganhar alguém
Tem que ter moral
Você pode até ser feliz
Você pode até ser feliz
Você pode até ser feliz
Você TEM de ser feliz
sexta-feira, 30 de julho de 2010
L.R.
Olhos em mel
Em meio ao negro
Um céu negro
Estrela de iluminar
Um sol de fogo
Um só desejo
Um relampejo
Coisa de se espalhar
Ele de lua
Com pé em Leão
De pele nua
Sabor e tesão
Rima de música
Rima e canção
Uma bruxaria
Princesa
Devaneio
Perdição
Em meio ao negro
Um céu negro
Estrela de iluminar
Um sol de fogo
Um só desejo
Um relampejo
Coisa de se espalhar
Ele de lua
Com pé em Leão
De pele nua
Sabor e tesão
Rima de música
Rima e canção
Uma bruxaria
Princesa
Devaneio
Perdição
quinta-feira, 8 de julho de 2010
PAR
Eu quero uma casa básica
Com almofadas pra sentar
Uma cama pra dormir
Uma quina pra chorar
Um som pra ouvir
Geladeira pra gelar
Banheiro pra entupir
Um fogão de alimentar
Uma noite pra dormir
Uma rede de pendurar
Uma dona pra sentir
Uma noite pra amar
Sem quintal pra fugir
Uma planta pra regar
Uma porta pra sair
Uma vida pra levar
Com visita pra sorrir
Umas contas pra pagar
Arejada pra dormir
E clara ao acordar
Eu quero morar lá
Com almofadas pra sentar
Uma cama pra dormir
Uma quina pra chorar
Um som pra ouvir
Geladeira pra gelar
Banheiro pra entupir
Um fogão de alimentar
Uma noite pra dormir
Uma rede de pendurar
Uma dona pra sentir
Uma noite pra amar
Sem quintal pra fugir
Uma planta pra regar
Uma porta pra sair
Uma vida pra levar
Com visita pra sorrir
Umas contas pra pagar
Arejada pra dormir
E clara ao acordar
Eu quero morar lá
terça-feira, 6 de julho de 2010
Brincadeira de Criança
Eu vou sorrir a toa na rua
Andar com cara de bobo
Caminhar com as mãos no bolso
Tropeçar no ar sem cair
Eu vou derrubar o sorvete
Gaguejar bem na sua frente
Derramar todo leite
E começar a sorrir
Eu vou manchar o tapete
E tocar numa campanhinha
Vou esquecer o lembrete
E vou zanzar por ai
Eu vou correr de cara pra cima
E fazer meia loucura
Me atirar de cabeça numa tina
Rezar pra nunca partir
Eu vou zoar com a vizinha
E passear de elevador
Me esconder por trás da cortina
Quero brincar de amor
Pular no colchão de mola
Jogar espuma no ar
Fazer amor toda hora
Eu vou brincar de amar
Andar com cara de bobo
Caminhar com as mãos no bolso
Tropeçar no ar sem cair
Eu vou derrubar o sorvete
Gaguejar bem na sua frente
Derramar todo leite
E começar a sorrir
Eu vou manchar o tapete
E tocar numa campanhinha
Vou esquecer o lembrete
E vou zanzar por ai
Eu vou correr de cara pra cima
E fazer meia loucura
Me atirar de cabeça numa tina
Rezar pra nunca partir
Eu vou zoar com a vizinha
E passear de elevador
Me esconder por trás da cortina
Quero brincar de amor
Pular no colchão de mola
Jogar espuma no ar
Fazer amor toda hora
Eu vou brincar de amar
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